segunda-feira, 15 de julho de 2013

Inquérito de Prevalência do Aleitamento Materno em menores de 1 ano   aplicado  em Unidades de Saúde da Atenção Básica em 2012


O estudo da prevalência do Aleitamento Materno em crianças menores de 1 ano revelou que a prática da amamentação tem sido ampliada na população infantil em Volta Redonda. 
Em 80,5% das entrevistas aplicadas em menores de 1 ano foi relatada a continuidade do aleitamento materno. Observamos ampliação deste indicador nas crianças até 4 meses de vida (93,96%) e nos menores de 6 meses (91,86%). O Distrito Sanitário Norte apresenta indicadores discretamente mais elevados em relação ao Distrito Sanitário Sul.

Tabela 1 – Prevalência em Aleitamento Materno em crianças menores de 1 ano - Volta Redonda, 2012

Tipo de Aleitamento
Distrito Sanitário NORTE
(%)
Distrito Sanitário SUL
(%)
MUNICÍPIO
(%)
Criança menor de 1 ano em aleitamento materno
80,63
80,38
80,50
Criança menor de 1 ano que não está em aleitamento materno
19,37
19,62
19,50
Criança até 4 meses em aleitamento materno
94,01
93,92
93,96
Criança até 4 meses que não está em aleitamento materno
5,99
6,08
6,04
Criança até 6 meses em aleitamento materno
92,33
91,38
91,86
Criança até 6 meses que não está em aleitamento materno
7,67
8,62
8,14
              Fonte: Inquérito FORMSUS/DATASUS


A análise por tipo de aleitamento apresentou a prevalência de 65,11 % de Aleitamento Materno Exclusivo - AME nas crianças até 6  meses e 70,63  %  nas crianças  até 4  meses. 
Os motivos que levam à redução do índice de AME nas crianças até 6 meses devem ser estudados para avaliar a intervenção mais adequada no manejo  destas situações pelas equipes de saúde. A prevalência do AME em crianças até 6 meses é maior no Distrito Sanitário Norte.

Tabela 2 – Prevalência dos tipos de Aleitamento Materno em menores de 6 meses – Volta Redonda, 2012.

Tipo de Aleitamento
Distrito Sanitário NORTE
(%)
Distrito Sanitário SUL
(%)
MUNICÍPIO
(%)
Criança até 4 meses em AM Exclusivo
74,79
66,39
70,63
Criança até 4 meses em AM Predominante
22,73
26,47
24,58
Criança até 4 meses em AM Complementado
2,48
7,14
4,79
Criança até 6 meses em AM Exclusivo
70,21
59,93
65,11
Criança até 6 meses em AM Predominante
22,95
27,87
25,39
Criança até 6 meses em AM Complementado
6,85
12,20
9,50
              Fonte: Inquérito FORMSUS/DATASUS


Neste inquérito também são analisados os principais motivos que levaram as mães a desmamarem seus filhos. Observamos que o principal motivo relatado ainda é a insuficiência na produção láctea (44,23%), situação que pode ser evitada e/ou superada com o apoio das equipes de saúde no manejo da amamentação.                    


Tabela 3 – Motivo de Desmame em crianças menores de 1 ano - Volta Redonda, 2012.

Motivos de Desmame
%
A mãe sente dores muito fortes no peito, chegando (ou não a apresentar sangramentos
22
3,85
O leite secou ou tem pouco leite
253
44,23
O bebê não suga o peito com a força necessária, perdendo (ou não ganhando) peso
40
6,99
A mãe não pode se ausentar do trabalho pelo prazo legal da licença maternidade
39
6,82
Outros motivos
253
44,06
              Fonte: Inquérito FORMSUS/DATASUS


O Sistema de Informação da Atenção Básica - SIAB monitora a proporção de aleitamento materno exclusivo nas crianças menores de 4 meses, acompanhadas pelas equipes de saúde da família. No ano de 2012 esta proporção atingiu em média 84,4%, ou seja, neste recorte da Atenção Básica, em que avaliamos o histórico de aleitamento materno das crianças dos territórios em que a Estratégia Saúde da Família atua, o resultado supera o indicador (70,63%) obtido no inquérito que engloba amostragem de toda a população. 
Semana Mundial de Aleitamento Materno 2013 - 1 a 7 de agosto

Apoio às mães que amamentam: Próximo, contínuo e oportuno!


O tema da Semana Mundial de Aleitamento Materno deste ano: Apoio às mães que amamentam: próximo, contínuo e oportuno! indica a importância dos Grupos de Mães (ou Grupos de Aconselhamento em Amamentação).
Mesmo quando as mães têm um bom começo na sua experiência de amamentar, muitas vezes, semanas ou meses depois do parto deixam de amamentar baixando as taxas de amamentação. Quando as mães não estão frequentando os centros de saúde é um momento-chave para o aconselhamento comunitário. O apoio para manter a amamentação pode ser realizado de muitas formas.
Tradicionalmente a família dá um grande apoio.
Porém, conforme mudam as sociedades, em particular com a urbanização crescente, é necessário um círculo de apoio mais amplo, que pode ser formado por profissional de saúde capacitado, conselheiros em amamentação, líderes da comunidade ou amigas que também são mães e pelos pais ou companheiros.
Os Grupos de Mães (ou Grupos de Aconselhamento em Amamentação) apresentam custo /benefício positivo e é uma maneira produtiva de se chegar a muitas mulheres de forma mais frequente. Pode ser feito por qualquer pessoa da comunidade que esteja capacitada no apoio às mães.
Estas pessoas treinadas e disponíveis abrem canais de comunicação para canalizar perguntas e temas de amamentação que as mães tenham interesse. “A chave para uma boa prática de amamentação é ter apoio diário permanente em casa e na comunidade.”


CÍRCULOS DE APOIO ÀS MÃES, MENINOS E MENINAS

Os cinco círculos de apoio ao Aleitamento Materno ilustram o suporte a decisão das mães de amamentarem e de que de fato tenham uma experiência positiva. Na Semana Mundial de Aleitamento Materno 2008, já se havia falado destes círculos de apoio como algo vital para as mães: a família e a rede de apoio social, o sistema de saúde, os locais de trabalho e o emprego, os governos e a legislação, e as respostas às crises ou emergências; todos eles ao redor das mães.

MULHERES NO CÍRCULO INTERNO
As mulheres são o centro porque a presença ou ausência do apoio tem impacto direto sobre elas. As mulheres também têm um papel central para assegurar o apoio e oferecê-lo a outras pessoas. A Iniciativa Mundial de Apoio às Mães, em sua Declaração sobre amamentação de 2007, apresentou: “As mães são participantes ativas no apoio dinâmico, sendo tanto provedoras como receptoras de informação e apoio”.

FAMÍLIAS E APOIO SOCIAL
Companheiros/pais/esposos, família e amigos próximos constituem a rede de apoio mais imediata para as mães. O apoio social inclui a comunidade – em mercados, locais públicos, contextos religiosos, parques nas vizinhanças etc. O apoio durante a gravidez reduz as tensões. O apoio durante o parto e nascimento fortalece as mulheres. O apoio da sociedade aumenta a confiança das mães em si mesmas e em sua capacidade de amamentar não apenas nas primeiras semanas ou meses.

SISTEMAS DE SAÚDE
Estes incluem várias oportunidades para apoiar o aleitamento materno: o cuidado pré-natal amigável, acompanhamento durante o parto e o nascimento, serviços de pós-parto e cuidados pós-natal, todos eles no sentido de apoiar o apego e a ótima alimentação. O pessoal de saúde capacitado nas habilidades de aconselhamento apoia as mães antes e depois do parto.

LOCAIS DE TRABALHO E EMPREGO
As mulheres com emprego enfrentam desafios particulares e necessitam apoio para poder trabalhar e amamentar ao mesmo tempo. As oportunidades de apoio dependem das formas de trabalho, porém usualmente envolvem que se facilitem o contato mãe/bebê, para ordenha e armazenamento do leite materno.

GOVERNOS/LEGISLAÇÃO
As mulheres que planejam amamentar ou que já o fazem podem beneficiar-se dos documentos internacionais que protegem a alimentação infantil ótima, além dos financiados instrumentos, como as comissões nacionais. A legislação que protege contra o mercado agressivo de pseudo-substitutos do leite materno e as licenças-maternidade pagas são outros benefícios.

RESPOSTAS A CRISES OU EMERGÊNCIAS
Este círculo de apoio representa a necessidade de apoio quando a mulher encontra-se em uma situação inesperada ou muito séria que limita seu controle. Estes momentos requerem planejamento e apoio especial: desastres naturais, campos de refugiados, em processo de divórcio, doença crítica da mãe ou do bebê ou quando se vive em uma área de alta incidência de HIV/ AIDS sem apoio à amamentação.





     


AMAMENTANDO em várias posições: bom para a mãe e para o bebê
Por Matheus Monteiro, filho de Leonice e Edimar
 Revista Pais & Filhos

Ao escolher uma posição para dar de mamar, o mais importante é que você esteja confortável e que seu filho alcance o seio com facilidade.  Basicamente, todo o sucesso da amamentação consiste em conselhos práticos e principalmente apoio psicológico – a família, o marido são fundamentais (mulher confiante tem maiores chances de amamentar com sucesso). Para isso, você pode:

Fazer a posição tradicional: é a posição mais comum para amamentar. A mãe posiciona o bebê a sua frente, com a cabeça apoiada na junção braço-antebraço, e o rosto de frente para mama. A barriga do bebê fica próxima à barriga da mãe, e as mãos dela se apoiam nas nádegas da criança. Importante ressaltar que todo o corpo do bebê deverá estar voltado para mãe, não somente o rosto.

Fazer a posição invertida: Atualmente a posição invertida é muito comum e muito utilizada ainda na maternidade, principalmente para mulheres que acabaram de se submeter à cesárea. Devido à sensibilidade no local da cirurgia, a equipe orienta e auxilia o posicionamento do bebê nesta posição para promover mais conforto, principalmente para mãe. É necessário auxílio com almofada (ou travesseiro), onde a mãe possa permanecer na cama.
O bebê é literalmente colocado de modo “invertido” (a cabeça é apoiada com uma das mãos, fica de frente para a mama, pernas ficam encaixadas na região axilar e todo o corpo do bebê fica apoiado sobre a almofada ou travesseiro), e a mão oposta fará o apoio da mama a ser oferecida. Pode ser utilizada também em casa, após a alta, e quando realizada na poltrona para amamentar, pode ser mais confortável. É bastante recomendada para amamentar gêmeos simultaneamente.
- deitar e colocar o bebê em posição paralela a seu corpo para amamentar à noite.
- segurar o bebê no colo em posição transversal, utilizando o braço do mesmo lado do seio em que ele mama. 
 - No caso de gêmeos, você pode usar qualquer combinação citada, se você desejar dar de mamar ao mesmo tempo.

Mudanças
Vale à pena tentar posições diferentes para amamentar, já que ajuda a “esvaziar” várias regiões das mamas e evita a pressão e o atrito da boca do bebê sobre uma única região do mamilo/aréola. E, às vezes, pode haver um ducto de leite bloqueado, e colocar o bebê no peito, de modo que a língua do lactente esteja sobre este local, ajuda muito a drenagem, ou seja, o “desempedramento” deste local.

Atenção
A posição incorreta pode causar rachaduras e fissuras no seio da mãe. Existem alguns sinais indicativos de que o bebê está sendo amamentado incorretamente: o corpo do bebê pode estar longe do corpo da mãe, o queixo não está próximo da mama, a boca do bebê parece fechada, visualiza-se boa parte da aréola, faz sucções muito rápidas, fica irritado ou choroso, pode ainda ouvir barulhos tipo estalidos ou beijinhos e dificilmente fica saciado. Para a mãe, um dos principais sinais é a dor nos mamilos, que persiste do início ao fim da mamada. Neste caso, a avaliação de um profissional é fundamental para detectar o tipo de dificuldade (se é na pega do bebê ou no posicionamento, ou até em ambos) e corrigir a tempo.

"A amamentação deve ser um momento prazeroso, de troca, carinho e promoção de vínculo"

Consultoria: Marcus Renato de Carvalho, pediatra, professor da UFRJ, e autor do livro “Amamentação – Bases Científicas”